Um dos mais sérios dilemas ambientais a se enfrentar é o desmatamento. Esta ação sínica, na maioria das vezes, é instigada por interesses de cunho econômico, sendo apoiada pelo poder público, que devido a incapacidade e deficiência, não sustenta um aparato eficaz para coordenar a preservação das florestas.
De acordo com algumas pesquisas, menos de 50% do planeta apresenta sua cobertura natural original. Atualmente, a situação tende a piorar, em especial, nas áreas tropicais como o Brasil, Sudão, Rep. Democrática do Congo, Mianmar e entre outras - onde já se destruíram 71.000.000 de hectares de mata. Todos os anos um território equivalente à Inglaterra se soma aos dados do desmatamento.
Quanto a Amazônia, pode-se dizer que ela se encontra entregue aos latifundiários - não hesitam desafiar o Estado, tampouco desmatar ilegal e descaradamente. Desprezam que destroem a maior biodiversidade da Terra, uma imensurável quantidade de espécies animais e vegetais.
72% das terras desflorestadas se direcionam a criação de gado, ou seja, 70.000.000 de bovinos ocupam-nas. Geralmente, a pecuária se torna a única atividade viável em razão da pobreza do solo amazônico, infértil para cultivo de plantas. No entanto, deve-se sublinhar que as fronteiras agrícolas se expandem incontrolavelmente. O ramo madeireiro também dar sua contribuição: até 2004, já havia retirado cerca de 6.200.000 de árvores.
Sem dúvidas, inibir tamanhos absurdos exige esforços consideráveis, uma vez que se desafia a estrutura da economia nacional, implicando certos descontentamentos nos grupos dominantes. Contudo, quando se trata de questões ecológicas, se faz necessário deixar hipocrisias capitalistas de lado, e pensar no futuro.
sábado, 16 de janeiro de 2010
A hipocrisia econômica
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