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sábado, 23 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
A hipocrisia econômica
Um dos mais sérios dilemas ambientais a se enfrentar é o desmatamento. Esta ação sínica, na maioria das vezes, é instigada por interesses de cunho econômico, sendo apoiada pelo poder público, que devido a incapacidade e deficiência, não sustenta um aparato eficaz para coordenar a preservação das florestas.
De acordo com algumas pesquisas, menos de 50% do planeta apresenta sua cobertura natural original. Atualmente, a situação tende a piorar, em especial, nas áreas tropicais como o Brasil, Sudão, Rep. Democrática do Congo, Mianmar e entre outras - onde já se destruíram 71.000.000 de hectares de mata. Todos os anos um território equivalente à Inglaterra se soma aos dados do desmatamento.
Quanto a Amazônia, pode-se dizer que ela se encontra entregue aos latifundiários - não hesitam desafiar o Estado, tampouco desmatar ilegal e descaradamente. Desprezam que destroem a maior biodiversidade da Terra, uma imensurável quantidade de espécies animais e vegetais.
72% das terras desflorestadas se direcionam a criação de gado, ou seja, 70.000.000 de bovinos ocupam-nas. Geralmente, a pecuária se torna a única atividade viável em razão da pobreza do solo amazônico, infértil para cultivo de plantas. No entanto, deve-se sublinhar que as fronteiras agrícolas se expandem incontrolavelmente. O ramo madeireiro também dar sua contribuição: até 2004, já havia retirado cerca de 6.200.000 de árvores.
Sem dúvidas, inibir tamanhos absurdos exige esforços consideráveis, uma vez que se desafia a estrutura da economia nacional, implicando certos descontentamentos nos grupos dominantes. Contudo, quando se trata de questões ecológicas, se faz necessário deixar hipocrisias capitalistas de lado, e pensar no futuro.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Vida mais ecológica
Para qualquer lado que se olhe, alí está ele, protagonizando a cena - nas mais variadas e diversificadas cores e formas. Ainda que se tente ignorar sua presença em nossa rotina, parece que dependemos completamente dele. Afinal do que se está falando? Ora, de um material que leva mais de 100 ANOS para se decompor na natureza. Claro que não poderia ser outro se não o plástico.
Bem, alguma vez você pensou em baní-lo totalmente da vida. Essa idade é um tanto louca ou, sem dúvidas, utópica. Contuto, a revista SUPERINTERESSANTE propôs esse desafio a uma de suas colaboradoras. Confira o resultado no vídeo. E reflita se realmente é possível eliminar esse mal ecológico.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
A CONQUISTA DA ANTÁRTICA
"O crescimento urbano desordenado não é uma preocupação apenas de metrópoles como São Paulo. Na península Antártica, um dos ecossistemas mais frágeis do mundo, gerenciar "microcidades" como a estação de pesquisas Comandante Ferraz é um desafio --e qualquer meia dúzia de pessoas a mais no local já faz diferença.
"O plano diretor que nós fizemos para Ferraz infelizmente não está sendo cumprido", diz a arquiteta Cristina Engel, da Universidade Federal do Espírito Santo.
Especialista em construções em lugares inóspitos, a pesquisadora estuda como garantir que a estrutura de Ferraz e dos refúgios que o Brasil tem espalhados pelo arquipélago das Shetlands do Sul tenham impacto ambiental próximo do zero.
Segundo Engel, uma das premissas do plano é que não deveria haver aumento no número de ocupantes da estação, planejada para acomodar até 60 pessoas. Neste ano, foram 64, com gente "morando" nos refúgios, pequenos módulos espalhados pela baía do Almirantado, coisa que não deveria ocorrer.
"Ferraz não pode mais crescer", diz. "Temos esgoto, ruído, poluição do ar e, principalmente, a alteração na paisagem." A presença humana, o aquecimento global e a fragilidade intrínseca do ecossistema polar compõem um quadro perigoso para o equilíbrio dos ciclos naturais antárticos.
Por isso, entre os cientistas que trabalham em Ferraz, o sinal de atenção está aceso. "Toda poluição começa pequena, mas depois ela vai crescendo. Os grandes problemas são aqueles que não foram resolvidos no momento correto", afirma Edson Rodrigues, da Unitau (Universidade de Taubaté).
"A poluição hoje é pontual. No caso do esgoto [tratado antes de ser lançado no mar], ela atinge o entorno da estação [menos de cem metros]."
Frágil
O grande problema é que a relação entre seres vivos na Antártida é delicada, o que pode agravar a situação.
Quase todos, direta ou indiretamente, dependem do krill, um pequeno crustáceo que vive na coluna d'água e serve de comida para baleias e pinguins.
As espécies que dependem do krill têm sofrido com o degelo acelerado na península (resultado da mudança climática), que espanta os cardumes.
A presença humana só piora a situação dos animais. As nove estações da baía que margeia a ilha Rei George chegam a abrigar aproximadamente mil pessoas entre novembro e abril, período de verão.
Ferraz tem tido um desempenho ambiental acima da média das outras estações. Ainda assim, queima em média mil litros de óleo diesel ao dia.
As cintas térmicas, usadas para que as tubulações que trazem água dos dois lagos de abastecimento não congelem, são as grandes vilãs do consumo energético. A modernização das resistências usadas nos canos anticongelantes seria o ideal, diz Engel."
Extraído da FOLHA DE SÃO PAULO online.