quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2012 ou 2049?

A revista VEJA produziu um conteúdo especial, em seu site, do que seria uma restrospectiva do ano 2049. E, claro, não deixou de abordar a situação climática daqui a 40 anos. A perspectiva é catastrófica e delosadora. Que seja somente uma perspectiva. Mas para isso, temos de correr contra o tempo. A primeira década do século XXI praticamente se finda, e não há nada para se orgulhar: o poder do homem está mias destrutivo do que nunca, e o ciclo natural cada vez mais afetado.
2010. Um novo ano. Pensemos o que esperemos nos próximos trinta anos. Mais do que esperança, ansiamos por um mundo mais ecológico.


Leia aqui a matéria da VEJA.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Retórica não garante futuro


Após duas semanas de intensos e calorosos debates, a COP 15 se encerrou. E o que o mundo tem para celebrar como resultado? Nada! Certamente nada. De sete a dezoito de dezembro, os olhos de milhões de expectadores se concentraram em Copenhagen, alimentado a esperança de que dalí fosse fixado um acordo que, ao menos, garantisse a sobrevivência da futura geração.
No entanto, ao decorrer da reunião, se tornava mais claro que não se chegaria a qualquer consenso - de um lado, os países desenvolvidos, relutantes em ceder; do outro, nações cujo dilema se exemplifica em Tuvalu, que estavam mais do que no direito de exigir medidas concretas a fim de combater as mudanças climáticas.
E aos poucos a Conferência da ONU tomava o aspecto de mais um mero encontro de líderes mundiais, providos de boa retórica e nenhum compromisso.
O evento, considerado por alguns o mais importante em todo século, apenas nos oferece a lição de que: a responsabilidade de preservar o plante só compete a nós. Não podemos confiá-la a política.
A governança internacional hesitou. E vergonhosamente. Esperar pela COP 16 fará pouca diferença à vida que pede socorro hoje. Amanhã...Todos já sabem.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Atitude para o amanhã

Que tal contribuir com ações contra o aquecimento global sem se esforçar muito ou desgrudar os olhos do monitor? Bem, é simples. O Greenpeace jutamente com o CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS DO RECIFE desenvolvem o BLACK PIXEL. A ideia do projeto é utilizar um programa no computador a fim de economizar energia. Ou seja, este aplicativo instala um quadrado preto na tela do pc, que enquanto permanecer ligado, diminui o consumo de energia. Dessa forma, você contribui com os esforços de redução dos gases do efeito estufas.

Isso mostra claramente que as ações pela preservação do planeta estão ao alcance de todos, e são mais facéis do que se imagina. Ora, não é necessário uma mobilização política, basta que você, em sua rotina, adote atos conscientes, cujas consequências sejam ecológicas ao PLANETA E TODOS NÓS.
NÃO É OBAMA, LULA, MARINA SILVA MUITO MENOS HU JINTAO QUE SALVARÃO A TERRA. APENAS NÓS, EM UMA ATITUDE COLETIVA E CONJUNTA.


Clique aqui e faça o download do BLACK PIXEL

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Brasil, País das Águas


Alguém já disse que uma das aventuras mais fascinantes é acompanhar o ciclo das águas na Natureza. Suas reservas no planeta são constantes, mas isso não é motivo para desperdiçá-la ou mesmo poluí-la. A água que usamos para os mais variados fins é sempre a mesma, ou seja, ela é responsável pelo funcionamento da grande máquina que é a vida na Terra; sendo tudo isto movido pela energia solar.

Vista do espaço, a Terra parece o Planeta Água, pois esta cobre 75% da superfície terrestre, formando os oceanos, rios, lagos etc. No entanto, somente uma pequenina parte dessa água - da ordem de 113 trilhões de m3 - está à disposição da vida na Terra. Apesar de parecer um número muito grande, a Terra corre o risco de não mais dispor de água limpa, o que em última análise significa que a grande máquina viva pode parar.

A poluição da água indica que um ou mais de seus usos foram prejudicados, podendo atingir o homem de forma direta, pois ela é usada por este para ser bebida, para tomar banho, para lavar roupas e utensílios e, principalmente, para sua alimentação e dos animais domésticos. Além disso, abastece nossas cidades, sendo também utilizada nas indústrias e na irrigação de plantações.

Os resíduos gerados pelas indústrias, cidades e atividades agrícolas são sólidos ou líquidos, tendo um potencial de poluição muito grande. Os resíduos gerados pelas cidades, como lixo, entulhos e produtos tóxicos são carreados para os rios com a ajuda das chuvas. Os resíduos líquidos carregam poluentes orgânicos . As indústrias produzem grande quantidade de resíduos em seus processos, sendo uma parte retida pelas instalações de tratamento da própria indústria, que retêm tanto resíduos sólidos quanto líquidos, e a outra parte despejada no ambiente. No processo de tratamento dos resíduos também é produzido outro resíduo chamado "chorume", líquido que precisa novamente de tratamento e controle. As cidades podem ser ainda poluídas pelas enxurradas, pelo lixo e pelo esgoto.

Dentro desse contexto, uma grande parcela da contenção da "saúde das águas" cabe a nós, brasileiros, pois se a Terra parece o Planeta Água, o Brasil poderia ser considerado sua capital, já que é dotado de uma extensa rede de rios, e privilegiado por um clima excepcional, que assegura chuvas abundantes e regulares em quase todo seu território.

O Brasil dispõe de 15% de toda a água doce existente no mundo, ou seja, dos 113 trilhões de m3 disponíveis para a vida terrestre, 17 trilhões foram reservados ao nosso país.

Portanto, a meta imediata é preservar os poucos mananciais intactos que ainda restam para que o homem possa dispor de um reservatório de água potável para que possa sobreviver nos próximos milênios.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Defensores do Clima

Defensores do Clima é um programa da rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza. O programa global já conta com 22 empresas, dentre elas Coca-Cola, IBM, Tetrapak, Nokia, National Geographic e Sony.
No Brasil esse programa foi iniciado hoje, pela empresa de cosméticos, Natura, comprometendo-se a reduzir em 10% as emissões dos gases do efeito estufa dos seus processos operacionais até 2012.
Para isso a Natura Utilizará energias renováveis. Ela substituirá o combustível dos seus fornos de calor por biomassa e etanol, insumos renováveis, e usará etanol em sua frota própria de veículos. Devido a iniciativa e compromisso da Natura, o WWF-Brasil está buscando outras empresas que queiram se engajar na redução de emissões de gases de efeito estufa em seus processos industriais e operacionais para assim contribuir para uma economia de baixo carbono.

O fim está próximo


O fato de ocupar um território minúsculo e praticamente ser desconhecido por quase todo mundo, não impediu que Tuvalu, uma pequena ilha no Pacífico, expressasse seu apelo aos países participantes da COP15, parando por duas horas o terceiro dia de reunião. Neste lugar esquecido as mudanças climáticas são evidentes como em nenhum outro: caso não se tomem medidas convicentes para combater o aquecimento global, esta nação será varrida da face da Terra, inudada devido o aumento do nível dos oceanos.


A população de Tuvalu convive com a constante incerteza de que o futuro, talvez, não esteja ao seu alcance. Nada pode lhes assegurá-lo. Ainda que desejem mudar, sua vontade não supera a indiferença dos outros países, que de modo hipócrita ignoram a situação. Desprezam que doze mil vidas estão em jogo. Decerto, se o pior vir a se concretizar, irão considerá-las simples vítimas da fúria da natureza. Ora, como se esta, por sua vez, não se listasse entre a principal "violentada" da insaciável ambição humana.


120 minutos são apenas um alerta. Tuvalu não mostrou um ato de desepero, contudo, exemplificou a conjuntura dramática que se alastrará pelo planeta. Eles são os primeiros, porém não serão os últimos.

TicTacTicTac

Cada segundo é crucial para um planeta que pede socorro


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ainda resta alguma esperança...


Na última segunda-feria(07/12) as esperanças do mundo se voltaram a Conpenhagen, na Dinarmaca, onde teve início a 15ª Convenção da ONU para Mudanças Climáticas, que de algum modo poderá definir o futuro do planeta.
Seguramente, as duas semanas de discurssões que se seguirão tendem a ser calorosas. Contudo, o início da conferência já demostra que caso não haja um consenso entre as 192 nações participantes, a resolução final será incerta e replena de inseguranças.
Defronta-se com a oportunidade única de abandonar o discurso hipócrita de "causador ou afetado", e assumir o compromisso com a natureza e a humanidade. Está em jogo a BIOSFERA, da qual os seres humanos são somente mais uma ínfima espécie.
De todo modo, a COP15 se eterniza como um evento histórico, sem precedentes neste século. No entanto, mais que História os povos do Terra exigem seriedade para com o amanhã. Senhores líderes mundias, uma mensagem:por favor, não a tornem um simples local de encontro, que apenas resultam em promessas quiméricas.
A hora é agora; se queremos mudar, que façamos enquanto podemos.

Energias Renováveis - O que são e por que utilizá-las?



As energias renováveis são provenientes de ciclos naturais de conversão da radiação solar, que é a fonte primária de quase toda energia disponível na terra. Por isso, são praticamente inesgotáveis e não alteram o balanço térmico do planeta. As formas ou manifestações mais conhecidas são: a energia solar, a energia eólica, a biomassa e a hidroenergia.

As Principais Fontes Renováveis

Energia Energia Solar

Praticamente inesgotável, a energia solar pode ser usada para a produção de eletricidade através de painéis solares e células fotovoltaicas. No Brasil, a quantidade de sol abundante durante quase todo o ano estimula o uso deste recurso. Há dois componentes na radiação solar: radiação direta e radiação difusa. A radiação direta é a que vem diretamente do sol, sem reflexões ou refrações intermediárias. A difusa é emitida pelo céu durante o dia, graças aos muitos fenômenos de reflexão e refração da atmosfera solar, nas nuvens, e os restantes elementos do atmosférico e terrestre. A radiação refletida direta pode ser concentrada e de utilização, embora não seja possível concentrar dispersa a luz que vem de todas as direções. No entanto, tanto a radiação direta quanto a radiação difusa são utilizáveis.

Existem duas formas de utilizar a energia solar: ativa e passiva. O método ativo se baseia em transformar os raios solares em outras formas de energia (térmica ou elétrica) enquanto o passivo é utilizado para o aquecimento de edifícios ou prédios, através de concepções e estratégias construtivas. Esta aplicação é mais comum na Europa, onde o frio demanda opções para a calefação. Os painéis fotovoltaicos são uma das mais promissoras fontes de energia renovável. A principal vantagem é a quase total ausência de poluição. No entanto, a grande limitação dos dispositivos fotovoltaicos é seu baixo rendimento. Outro inconveniente são os custos de produção dos painéis, elevados devido à pouca disponibilidade de materiais semicondutores.

Com a energia solar é possível economizar mais de 15% da energia consumida, já que este percentual representa o volume gasto apenas com os chuveiros elétricos;

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A rotina do calor


É rotineiro: após uma longa manhã na sala de aula, enfim se anuncia o meio-dia. À exceção do sol escaldante, esse momento perderia sua normalidade. Frases se repetem incessantemente: "Que calor!"; "Como hoje está quente!" "Vamos derreter!". Àqueles alunos que estudam no IF-AL, moram em Palmeira e costumam pegar carona, um desafio os aguarda até chegar em casa - por horas, às margens da pista, esperam alguém que lhes seja generoso. Muitas vezes, têm de percorrer distâncias que parecem imensuráveis para poder desfrutar do tão merecido descanso...
Bem, o que afinal relaciona isso a meio ambiente? O calor do qual todos reclamam evidencia claramente que vivenciamos as mudanças climáticas, e não há como ignorar. Isto é, não são necessários exemplos externos para provar que tanto se tratar de um problema real como local - embora se desmate na Amazônia, quem mora seja no Agreste alagoana seja em qualquer outro lugar do mundo, será afetado da mesma forma.
Quando se olha para qualquer lado, só é possível ver concreto e asfalto, além de uma ou duas árvores contrastando a paisagem. Nada mais. O modelo urbano adotado pelas cidades se mostra retrógado e não corresponde a nossas necessidades ecológicas – quanto mais cimento, mais calor; e o clima nas áreas urbanas se torna pavoroso. Vivemos literalmente em selvas de pedras... Sendo assim a bike é esquecida na garagem, pois poucas se arriscam no trânsito horrendo. Sem falar da precariedade do transporto coletivo...
Mais do que nunca a humanidade precisa se unir, caso realmente anseie se salvar. Não é uma questão de morte, entretanto, de sobrevivência. O amanhã será definido pelo hoje. E que nessa visão de futuro o homem possa manter relação de respeito recíproco com a natureza.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Tô no Clima


Acontece hoje em São Paulo no Parque do Ibirapuera uma ação da campanha Tic Tac Tic TAC, o "Tô no clima para salvar o planeta". Essa ação pretende mobilizar os brasileiros para cobrarem dos líderes nacionais e globais que não seja adiado o compromisso da formulação de um novo acordo climático global durante a COP-15 (15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima), que acontece de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, Dinamarca.
Na COP-15 serão discutidas metas para a redução das emições de gases do efeito estufa, visando criar uma economia mundial que não polua tanto o planeta com dióxido de carbono.
Mas como sempre, a maior preocupação dos principais líderes mundiais é a economia e também a dano político em impor novas regras para a sociedade. Também não conseguem admitir os danos que vêm causando e ficam jogando a culpa uns para os outros.
O evento está aberto a todos, mas para quem não está em São Paulo pode participar dando seu nome para ajudar a campanha no site: http://www.tonoclima.org.br/ .

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Escola do Lixão



“Uma imagem significa mais do que mil palavras.” É seguramente degradante ver cena tão horrenda como a que no deparamos em um ambiente de onde esperamos aprender para viver, para tornar o mundo melhor – a nossa escola. Nossa segunda casa, que paradoxalmente nos propõe uma “moderna” perspectiva quanto ao meio ambiente, se mostrar apta a contribuir com esse desafio: não cultivando horta, plantando árvores ou muito menos mobilizando campanhas de reciclagem; entretanto, atonitamente, fazendo do terreno que a circunda um lixão. Sim, um lixão.
Pelo que se pôde depreender, o desmedido material produzindo por alunos, servidores, técnicos, professores desavergonhadamente não é destinado a coleta. De modo simples, jogam-no em uma área afastada dos blocos que abrigam as atividades escolares, ignorando qualquer impacto ou consequência trágicos. Lá, qualquer espectador assistirá a um espetáculo a céu a aberto: pilhas de papel e garrafas, sacos abarrotados de lixo, além de lâmpadas descartadas incorretamente, pondo em perigo a saúde humana. Por todos os lados, se espelham latas queimadas, sacolas, corpos descartáveis até, inclusive, papel higiênico. Ora isto não é nada, ademais claramente se evidenciam sinais de que ali recentemente havia ocorrido combustão, como aquele local se tratasse de um incinerador. Em palavras sucintas, consiste em algo repugnante, que olhos relutam em desacreditar; é definitivamente desarmônico a uma instituição que se vangloriar de seu renome. As fotografias tiradas pela integrante do AMBIENTANTO Mayara Gabrielly falam por si só, e descrevem autentica e fielmente a paisagem desoladora:


Se o IF-AL Campus Palmeira, dentro de suas imediações, não cumpre com seu papel, decerto não poderá nos legar nenhuma lição ecológica. Todavia, expandindo esta questão a um debate mais abrangente, se inquire acerca do que escola tem a oferece para fomentar a participação dos jovens na conjuntura do século XXI em que preservação constitui a palavra de ordem. A mudança, por princípio, se inicia na escola; e enquanto, não levarmos a querela ambiental a ela, caminharemos a passos de tartaruga.