
“Uma imagem significa mais do que mil palavras.” É seguramente degradante ver cena tão horrenda como a que no deparamos em um ambiente de onde esperamos aprender para viver, para tornar o mundo melhor – a nossa escola. Nossa segunda casa, que paradoxalmente nos propõe uma “moderna” perspectiva quanto ao meio ambiente, se mostrar apta a contribuir com esse desafio: não cultivando horta, plantando árvores ou muito menos mobilizando campanhas de reciclagem; entretanto, atonitamente, fazendo do terreno que a circunda um lixão. Sim, um lixão.
Pelo que se pôde depreender, o desmedido material produzindo por alunos, servidores, técnicos, professores desavergonhadamente não é destinado a coleta. De modo simples, jogam-no em uma área afastada dos blocos que abrigam as atividades escolares, ignorando qualquer impacto ou consequência trágicos. Lá, qualquer espectador assistirá a um espetáculo a céu a aberto: pilhas de papel e garrafas, sacos abarrotados de lixo, além de lâmpadas descartadas incorretamente, pondo em perigo a saúde humana. Por todos os lados, se espelham latas queimadas, sacolas, corpos descartáveis até, inclusive, papel higiênico. Ora isto não é nada, ademais claramente se evidenciam sinais de que ali recentemente havia ocorrido combustão, como aquele local se tratasse de um incinerador. Em palavras sucintas, consiste em algo repugnante, que olhos relutam em desacreditar; é definitivamente desarmônico a uma instituição que se vangloriar de seu renome. As fotografias tiradas pela integrante do AMBIENTANTO Mayara Gabrielly falam por si só, e descrevem autentica e fielmente a paisagem desoladora:

Se o IF-AL Campus Palmeira, dentro de suas imediações, não cumpre com seu papel, decerto não poderá nos legar nenhuma lição ecológica. Todavia, expandindo esta questão a um debate mais abrangente, se inquire acerca do que escola tem a oferece para fomentar a participação dos jovens na conjuntura do século XXI em que preservação constitui a palavra de ordem. A mudança, por princípio, se inicia na escola; e enquanto, não levarmos a querela ambiental a ela, caminharemos a passos de tartaruga.
