segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A rotina do calor


É rotineiro: após uma longa manhã na sala de aula, enfim se anuncia o meio-dia. À exceção do sol escaldante, esse momento perderia sua normalidade. Frases se repetem incessantemente: "Que calor!"; "Como hoje está quente!" "Vamos derreter!". Àqueles alunos que estudam no IF-AL, moram em Palmeira e costumam pegar carona, um desafio os aguarda até chegar em casa - por horas, às margens da pista, esperam alguém que lhes seja generoso. Muitas vezes, têm de percorrer distâncias que parecem imensuráveis para poder desfrutar do tão merecido descanso...
Bem, o que afinal relaciona isso a meio ambiente? O calor do qual todos reclamam evidencia claramente que vivenciamos as mudanças climáticas, e não há como ignorar. Isto é, não são necessários exemplos externos para provar que tanto se tratar de um problema real como local - embora se desmate na Amazônia, quem mora seja no Agreste alagoana seja em qualquer outro lugar do mundo, será afetado da mesma forma.
Quando se olha para qualquer lado, só é possível ver concreto e asfalto, além de uma ou duas árvores contrastando a paisagem. Nada mais. O modelo urbano adotado pelas cidades se mostra retrógado e não corresponde a nossas necessidades ecológicas – quanto mais cimento, mais calor; e o clima nas áreas urbanas se torna pavoroso. Vivemos literalmente em selvas de pedras... Sendo assim a bike é esquecida na garagem, pois poucas se arriscam no trânsito horrendo. Sem falar da precariedade do transporto coletivo...
Mais do que nunca a humanidade precisa se unir, caso realmente anseie se salvar. Não é uma questão de morte, entretanto, de sobrevivência. O amanhã será definido pelo hoje. E que nessa visão de futuro o homem possa manter relação de respeito recíproco com a natureza.

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